Uma das minhas ferramentas essenciais de produtividade é a técnica Pomodoro, uma metodologia de timeboxing criada pelo Francesco Cirillo para resolver a sua dificuldade de estudar, mas que acabou se expandindo para outros propósitos. Faz alguns anos aplico ela no meu dia a dia para trabalhar e realizar outras tarefas como escrever e desenhar.

Como funciona a técnica Pomodoro©?

A aplicação dela é bem simples, você divide o seu tempo em blocos de 25 minutos de foco total, que são chamados de Pomodoros, e no final de cada você faz um intervalo de 5 minutos. Quando completar quatro Pomodoros, você faz um intervalo maior, de 20 ou 30 minutos. Simples assim! No site do Cirillo tem uma explicação mais detalhada e também tem o vídeo oficial (abaixo) que resume a técnica em menos de três minutos (ambos em inglês).

A aplicação dela é bem simples, você divide o seu tempo em blocos de 25 minutos de foco total, que são chamados de Pomodoros, e no final de cada você faz um intervalo de 5 minutos. Quando completar quatro Pomodoros, você faz um intervalo maior, de 20 ou 30 minutos. Simples assim! No site do Cirillo tem uma explicação mais detalhada e também tem o vídeo oficial (abaixo) que resume a técnica em menos de três minutos (ambos em inglês).

Tem bastante material na internet sobre como funciona a técnica e como o objetivo deste texto é passar uma visão mais pessoal sobre como aplico ela, não vou me focar em alguns detalhes mais técnicos, mas adicionei no final algumas referências para quem quiser se aprofundar mais.

Por que utilizar?

Considero os dois itens abaixo como os principais benefícios de utilizar a técnica Pomodoro no meu dia a dia.

  1. Foco total: Nada de Facebook, YouTube, e-mail, WhatsApp ou qualquer outra coisa que não seja relacionada a tarefa que estou fazendo. Sempre me surpreendo com o quão efetivo consigo ser sem nada interrompendo o meu fluxo de concentração, desta maneira consigo facilmente entrar no estado de flow;
  2. Limite: Perco facilmente a noção do tempo quanto estou trabalhando e por conta disso deixo de fazer outras tarefas importantes e caio no problema da lei de Parkinson. Esta é uma das minhas maiores dificuldades, colocar um limite de tempo para trabalhar em algo e parar quando ele terminar, mas é algo essencial para ser efetivo em qualquer tipo de atividade. 

Intervalos

Inicialmente essas interrupções a cada 25 minutos me pareceram uma quebra do fluxo de trabalho (ou flow), mas depois de ter experimentado a técnica por mais tempo, vi que na verdade me ajudava a arejar a mente e ter uma visão de outro ângulo do que estava fazendo. Isso foi essencial para resolver tarefas de forma mais efetiva, muitas vezes de uma maneira mais simples e totalmente diferente do que havia começado, ou ver algum problema que eu não estava percebendo inicialmente.

Esses intervalos também me ajudaram a ficar menos esgotado (ou as vezes “sem saco”) e irritado, principalmente quando estava fazendo tarefas que não gosto, mas precisavam ser feitas.

Não sou daqueles extremistas que nem vão ao banheiro enquanto estão no meio do Pomodoro (quem disse que não dá para continuar trabalhando mentalmente enquanto se responde a um chamado da mãe natureza?), mas tento evitar o máximo qualquer tipo de interrupção.

Como lidar com interrupções?

Foto por Elaine Casap no Unsplash

Uma das coisas mais difíceis do Pomodoro não é ficar focado durante 25 minutos, mas sim não ser interrompido, seja por outras pessoas ou por você mesmo. O John Sonmez fez um vídeo justamente sobre isso (em inglês), contando como ficava irritando quando alguém o interrompia, e me identifiquei demais com isso, mas no final percebeu que a culpa era dele (ahhh havaiana de pau), pois ele mesmo se deixou ser interrompido em vez de simplesmente ignorar a interrupção (quando ela é passiva é claro, não estou falando para fazer de conta que o amiguinho te chamando do seu lado não existe).

Algumas dicas de como eu evito interrupções:

  1. Deixo o celular longe da mesa de trabalho, de preferência até em outro cômodo;
  2. E-mail fechado;
  3. Notificações desabilitadas para os sites/aplicativos que precisam ficar abertos;
  4. Bloqueio o acesso a redes sociais (incluindo WhatsApp) ou qualquer outro site que alimenta meu monstro interior da procrastinação;
  5. Utilizo fones de ouvidos grandes, quando estou em um espaço público ou coworking;
Foto por Davies Designs no Unsplash

Como aproveitar melhor os intervalos?

Tento sempre levantar da cadeira nos intervalos, seguem algumas atividades que costumo fazer nesse tempo:

  1. Ler mensagens no celular (mesmo podendo acessá-las pelo computador, faço questão de levantar e ver em outro lugar);
  2. Levantar e andar enquanto reflito sobre como posso ser mais efetivo na tarefa quem estou fazendo;
  3. Pegar uma bebida;
  4. Fazer alguns alongamentos;
  5. Ir ao banheiro;

Se você por algum motivo não quer ou não pode sair de frente do computador nos intervalos, sugiro:

  1. Escrever um rascunho no blog 😀 (parte deste texto foi escrito assim em conjunto com a técnica do MVT);
  2. Arrumar arquivos no computador: esvaziar a pasta de downloads, fotos, área de trabalho ou a ORGANIZAR (quem nunca criou essa pasta e jogou tudo lá dentro?);

Pomodoro para quem trabalha em casa (home office)

Acredito que a melhor maneira de aproveitar os intervalos dos Pomodoros é quando se trabalha em casa, pois assim se pode aproveitar este tempo não só para levantar da cadeira, mas também fazer tarefas do lar (sem precisar ser recatado/a). Algumas coisas que faço, nem que seja parcialmente, em casa:

  1. Louça: Lavar / enxugar / guardar;
  2. Arrumar a cama (se você já não fez isso logo após levantar);
  3. Roupa: Colocar na máquina de lavar / estender / guardar;
  4. Pequenas arrumações (papéis espalhados, pilhas de coisas, …);
  5. Pequenas limpezas (mesa, móveis, banheiro, …);
  6. Fazer alguns alongamentos (sem medo de parecer ridículo);
Foto por Maja Petric no Unsplash

Quantos Pomodoros para uma tarefa?

Se uma tarefa é “grande” ou exige uma imersão maior, eu utilizo no mínimo dois Pomodoros seguidos, pois percebi que normalmente somente no final do primeiro que começo a pegar o ritmo.

Software recomendados

Não há um software específico do Pomodoro, qualquer um que faça uma contagem regressiva com um alarme sonoro ou visual já serve. Mas depois de experimentar vários, comecei a montar minha lista de pré-requisitos e ir a procura da batida do software perfeito:

  1. Exibir um contador sempre visível (ex: na barra de tarefas) com quanto tempo eu ainda tinha, para colocar ainda mais em prática a lei de Parkinson;
  2. Ao tocar o alarme, não parar até eu realizar uma ação, pois eu costumo ignorar esse tipo de som muito facilmente e acabo esquecendo depois de alguns segundos que o Pomodoro acabou;
  3. Funcionar no Ubuntu Linux;

Depois de muito pesquisar por aplicativos específicos para a técnica sem encontrar nenhum que atendesse aos requisitos acima, tentei uma abordagem diferente e procurei por programas de alarmes e foi assim que encontrei o meu Santo Graal no software Alarm Clock.

Meus alarmes no software Alarm Clock

Algumas outras indicações:

  1. Contador de tempo regressivo do próprio celular (Android/iOS);
  2. TomatoTimer – Um contador simples e efetivo para rodar no seu navegador;
  3. Marinara – Outro contador online mas com um histórico de utilização, sem a necessidade de se criar uma conta;
  4. E.gg Timer – Mais um contador online, multi-propósito, que já tem pré-configurado o Pomoro em um dos links no “Special Timers“;

Se você quiser algo físico, pode pegar qualquer marcador de tempo para cozinha (timer). Provavelmente alguém da sua família tem um em formato de galinha parado em algum canto.

Bom apetite!

Devorador de Pomodoros

Outras referências

Publicado por Daniel Kossmann Ferraz

Sou (de)formado em Ciência (?) da Computação e (in)formado em Cinema, Literatura, Tradução, Arte, Quadrinhos e Alquimia pela Universidade Pirata, obtendo com louvor o título de Kosmonauta. Nas horas vagas, gosto de desenhar mãos e viajar em universos paralelos. Se você gostou dos meus textos, me ajude a escrever mais.

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