Intervenção poética da Marilia Kubota

Faz alguns anos a Aldeia Coworking pediu para cada coworker escolher uma foto e uma frase para criarem quadros para embelezar o ambiente. Pensei bastante sobre qual frase e foto me “representariam”, o que guiava o meu estilo de viver. Não me veio nada a mente. Decidi então escolher uma frase que eu gostaria que fosse a minha realidade e eu tinha recentemente visto que no escritório do Facebook havia escrito na parede a frase “Done is better than perfect que ficou grudada na minha cabeça. Como tenho muita dificuldade para terminar tarefas/projetos (este blog no momento está com outros 60 posts como rascunho) então este seria um ótimo mantra para seguir.

Agora ao segundo desafio, qual imagem escolher? Para fugir de fotos batidas e não ter problemas com direitos autorais, decidi escolher uma foto que eu mesmo tivesse feito e, fuçando o buraco negro do HD, encontrei uma que tirei durante uma viagem para Buenos Aires, no jardim de um artista visual que tinha o cabelo colorido (e dizia que como artista a sociedade permitia e também fazia parte da profissão ter um visual excêntrico), que para mim representava o infinito de possibilidades. Este foi o resultado final:

Por razões desconhecidas do multiverso, o poster acabou com um erro, escreveram meu sobrenome com um N a menos. Comuniquei o erro e eles comentaram que iriam fazer um novo e pedi para ficar com o errado antes que jogassem fora. Acabei gostando mais dele assim do que o original, acabou sendo um ato psicomágico da frase colocada em prática.

Um dia coloquei ele na parede de um espaço cultural que iria abrir e durante o processo de organizar o lugar, tive uma bela intervenção poética da Marilia Kubota, ela colou um post-it logo abaixo da frase com um adicional (texto em negrito):

Feito é melhor que perfeito
porque o mundo é imperfeito.

Infelizmente o post-it se perdeu com o tempo, mas toda vez que olho o poster lembro deste complemento. Gosto mais da frase assim, deixa de ser para mim apenas um “slogan de produtividade”, para virar um lembrete que pode haver poesia no trabalho e que o mundo só existe imperfeito.

Publicado por Daniel Kossmann Ferraz

Sou (de)formado em Ciência (?) da Computação e (in)formado em Cinema, Literatura, Tradução, Arte, Quadrinhos e Alquimia pela Universidade Pirata, obtendo com louvor o título de Kosmonauta. Nas horas vagas, gosto de desenhar mãos e viajar em universos paralelos. Se você gostou dos meus textos, me ajude a escrever mais.

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