Faísca Mental #33 min leitura

Se7e itens que geraram uma faísca mental rumo a uma vida mais repleta de arte:

  1. Acredito que já faz mais de um ano desde que comecei a assistir Renoir (2012), dirigido por Gilles Bourdos, na Netflix, mas por conta da rotina workaholic acabei não terminando. Esses dias em um momento de procrastinação criativa (fazendo um rebranding do Domenico De Masi) tive o prazer de ver até o final e fiquei encantando. O longa soube muito bem utilizar o silêncio e o som do ambiente, principalmente da natureza, criando uma atmosfera poética sem precisar apelas para trilhas sonoras manipuladoras de emoções. Fiquei com vontade de ficar o dia inteiro apenas desenhando.
  2. Um dos meus grandes desafios de manter um blog é manter a rotina de escrever e publicar. A minha desculpa padrão é a “falta de tempo”, e a matéria How to Get Your Writing Done When You’re Busy All the Time do Frank Mckinley caiu como uma luva! A principal dica é: escreva todos os dias, nem que seja somente por 15 minutos. O meu problema (ou solução!) é que quando me forço a parar esses poucos minutos, eles rapidamente se transformam em uma hora.
  3. Continuando sobre o tema escrever, o Nathan Kontny levantou um ponto interessante em Write like you talk, comentando que muitas vezes o que torna um texto interessante é a voz de cada um, tanto literalmente quanto de estilo de escrita. Ele inclusive deu uma dica bem legal de gravar em voz o que se quer escrever, para depois transcrever e fazer os ajustes gramaticais necessários. Será que quem está lendo consegue ouvir minha voz?
  4. Depois de alguns meses sem ir ao cinema, fui assistir ao muito aguardado Mãe!, dirigido pelo Darren Aronofsky, um dos meu diretores favoritos. Foi difícil sair com uma opinião formada, este é daqueles filmes que as peças vão se encaixando somente depois. A crítica do Joba Tridente (relaxa que não tem spoilers) resumiu bastante muitas das minhas opiniões. Fiquei com uma coceira de voltar a escrever sobre cinema, talvez este seja um bom jeito de retomar. Por coincidência, hoje um site de campinas citou uma crítica que escrevi faz alguns anos.
  5. Terminei Pequenos Pássaros da Anaïs Nin, e é maravilhoso sua sensibilidade policromáticas nos contos. A autora foi uma das minhas primeiras leituras de contos eróticos, com o ótimo Delta de Vênus. Recomendo os dois!
  6. Kiki: Os Segredos do Desejo (2016), dirigido por Paco León, é um divertido filme sobre peculiaridades sexuais, inclusive nomeando e explicando cada uma delas. O destaque principal foram os primeiros minutos do filme, com a mesclagens de cenas de um casal fazendo sexo, com outras cenas de animais, objetos e atividades do dia a dia.
  7. Quais são os elementos que constituem um film noir? O Michael destrincha todos os elementos e mostra como Blade Runner criou um film noir futurístico em Blade Runner — Constructing a Future Noir. Um ótimo aquecimento para ir assistir a estréia de Blade Runner 2049.

A vida passa muito rápido. Se, de vez em quando, você não parar para aproveitá-la, vai acabar perdendo-a.
(Life moves pretty fast. If you don’t stop and look around once in a while, you could miss it.)
Ferris Bueller

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