Faísca Mental #15

Movimento das estrelas no céua
Foto por Patrick McManaman no Unsplash

Se7e faíscas mentais deste, e de outros, mundos para ascender a chama da originalidade única que existe dentro de cada um.

  1. Quando se pensa em eletrecidade, normalmente o nome Thomas Edison aparece, mas poucas vezes Nikola Tesla é lembrado. Cada um deles defendia um tipo de corrente, AC (Tesla) e DC (Edison), e assim comecou a batalha mais rockeira do mundo científico. Essa e outras histórias fazem parte do documentário American Experience: Tesla (2016), disponível no Netflix. O que me chamou mais atenção na vida do cientista era a sua dificuldade de distinguir imaginação e realidade, se pergutando muitas vezes se o que ele estava vendo era “real”. Ele também conta que várias das suas ideias vinham de visões e muitas vezes trabalhava intensamente em um projeto apenas mentalmente, para só depois que tivesse certeza que iria funcionar, iniciar as atividades no mundo físico;
  2. Continuando com o assunto de visões de outro plano astral, conheci o trabalho da artista e médiun Hilma Klimt, que teve vários quadros pintados sob comando de outros seres, através de alguns vídeos do YouTube, destacando-se dois: um documentário do Museu de Arte Moderna de Estolcomo (20min com legenda em inglês) e uma palestra da Gertrud Sandqvist (58min só com áudio em inglês). Neste último vídeo é analisado o contexto cultural em que ela se encontrava, assim como a dificuldade de uma mulher ser artista, sua mediunidade e o processo meticuloso que utilizava para fazer as “conexões” com outros seres de maneira mais segura. Um questionamento bem interessante levantado pela Gertrud é o papel crucial da intuição e da arte nas descobertas científicas, desconstruindo a ideia da ciência como algo puramente racional. Para quem quiser experienciar os obras da Hilma neste plano astral, está acontecendo na Pinacoteca de São Paulo a exposição Hilma af Klint: Mundos possíveis, até dia 16.JUL.2018;
  3. O que realmente está por trás das histórias de pessoas bem sucedidas? O livro Fora de Série (Outliers), do Malcolm Gladwell, desconstrói e desmitifica a jornada do lobo solitário bem sucedido, muito propagada pela sociedade do espetáculo. Desde que terminei a leitura, não paro de pensar no que a minha história familiar e a época em que vivo proporcionam para que eu possa exercer o máximo do meu potencial. É um livro realmente transformador e uma leitura agradável e empolgante;
  4. Tim Ferris conversou com Joseph Gordon-Levitt, um polímata que é mais conhecido por sua carreira como ator (500 dias com ela, Looper, …) e diretor (Como Não Perder Essa Mulher). Além de ser uma imersão sobre histórias e lições da indústria cinematográfica, eles conversam sobre empreendedorismo e sua empresa HITRECORD (brincadeira com “gravar!” e “álbum de sucesso”), uma produtora community-sourced cujo objetivo é juntar criativos para realizarem seus projetos. Joseph compartilhou que ele recentemente descobriu a diferença entre motivação intrínseca e extrínseca (extrinsic and intrinsic motivation) e como isso é importante para o desenvolvimento de uma criança e também de qualquer projeto ou objetivo de vida;
  5. No vídeo The sound that connects Stravinsky to Bruno Mars descobri que um trecho da sinfonia The Firebird Suite do Ígor Stravinsky está presente em muitas músicas (U2, Michael Jackson, The Smiths, Duran Duran, Prince, Britney Spears, …), tem até uma playlist no Spotify com algumas delas. Seria este, também conhecido como Orchestra Hit.vc, um dos primeiros hits da cultura do remix?;
  6. A ideia da imortalidade acomapanha faz muito tempo a humaninade (#quemQuerViverParaSempre) e os vampiros são ótimos símbolos para realizar esse desejo. Depois de assistir The Power of the Vampire Myth (15min) aprendi que eles também são uma ótima maneira de personificar comportamentos muito diferentes e que se não fossem representados por um monstro seriam bem polêmicos. Além de uma análise rápida sobre a evolução desta figura mítica, desde Nosferatu à saga Crepúsculo, o curta contém algumas cenas da ótima comédia O que Fazemos nas Sombras, que resume em um filme várias versões de vampiros;
  7. Para ser um grande artista ou criar uma grande arte é necessário uma vida totalmente reclusa de relações amorosas e uma entrega sobre-humana? Esse é um dos temas de Os Sapatinhos Vermelhos (1948), um filme que já estava faz tempo na minha lista e que acabei só assistindo por conta de uma pausa forçada (também chamada de gripe) e que me fez não só repensar sobre o tema mas também reascendeu a chama pelo cinema clássico. O longa foi restaurado e relançado em 2009, com apoio do diretor Martin Scorsese, um grande apaixonado pelo filme.

Visão sem execução é alucinação. 

Leonardo da Vinci

Você tem algo construtivo sobre este texto para dizer? Então comente abaixo